A chuva cai La fora em cima da terra quente,
Rachada pelo calor do verão,
Pedindo por socorro no carente sertão,
Que sofre mendigando a vida,
Em um lar coberto de palha seca,
Com fogão acesso e vasilha vazia,
Nem agua para minha cede saciar.
Mas tenho comigo o poder,
Da Fe e a luta pela sobrevivência,
Aguardando quem sabe,
O dia de o sonho virar realidade,
E o sertão voltar a florir,
Irrigado pelo desvio,
De uma agua que só saciam alguns,
Fazendo brotar da terra à semente,
E do meu rosto castigado um sorriso,
Cheio de esperança,
Em meu pequeno e humilde lar.
Dalmo 22/06/08









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