O sol abraça a areia
Como a areia abraça o mar
No final de uma noite,
Com o abraçar de um luar.
Um luar cheio de estrelas
Em uma noite de esplendor,
Harmonizando tanta beleza,
Forçando-nos a refletir,
A refletir coisas belas,
Coisas que aqui temos na terra,
Mas não lhe damos o menor valor,
Talvez não a mereçamos,
Pois não cuidamos dessas belezas,
Belezas inigualáveis não há,
Que breve destruiremos.
Destruiremos por ignorância,
Por não sabermos o seu valor,
Valor que podem nos atingir
Com toda força da natureza.
Força que não conhecemos,
Mas é de grande devastação.
A devastação é a defesa;
Como a defesa materna
Ao sentir o perigo
De um grande predador.
Dalmo – 11 de junho 1993.









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