Logo após ter envenenado o planeta,
No despertar de uma manhã,
Na janela úmida pelo orvalho
Senti a brisa fria do vento
A cada segundo ficar mais feroz.
Ramos fortes e frágeis soltam do solo,
Sendo transportados pela fúria da natureza.
Uma pequena ave sem perceber é sugada,
Levada para bem longe,
Sentindo dentro de si o temor
Por não saber por fim seu destino.
Mas de repente sem saber como,
O cessar do vento, tudo em paz.
Silencia tudo e todos,
E a pequena ave exausta pousa,
Olha ao seu redor e vê tamanha devastação.
Com o susto não tem uma só opinião
Mas sua nobreza é maior que seu temor.
Respira fundo, bate suas asas
E salta cortando o horizonte agora azul,
Em busca do que lhe foi arrancado.
Ao chegar vê seu mundo destroçado,
Mas não se importando.
Importar para que?
Sai do seu bico uma rica melodia
E volta a construir seu ninho,
Onde prosperará outras vidas
Em seu humilde lar.
Temos tudo nas mãos,
Aproveite, ainda tem tempo e há solução.
Dalmo 21/08/2007









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