Por cima do asfalto quente
Muitos pneus a rolar.
Alguns sem destino certo
Outros para seu lar.
Mas o perigo que te cerca,
O risco de talvez não chegar,
Devido a absurdos insensatos e alheios
Que no transito há de encontrar.
Julgam audazes na velocidade,
Capazes na direção,
Porque o álcool e a droga encorajam
A dirigir sem concentração
Para a beira de um abismo fundo,
Levando consigo outros irmãos.
E no final de um capricho divino
Sua vida foi preservada
Mas deixaram em ti seqüelas
E um remorso tão intenso
Da loucura que fizeste,
Mantendo em suas mãos uma arma
Veloz em cima de um asfalto preto
Ultrapassando, fechando, cortando.
E hoje em cima de um leito
A dor maior que sentiras
Não são as dores da batida,
Mas dores que ferem por dentro,
Em saber que a culpa
Do seu sofrimento e dos outros
Faz parte da incompetência e irresponsabilidade
Que você proporcionou.
Pense nisso.
Dalmo 28/11/2007









Nenhum comentário:
Postar um comentário