Brotam das fendas da terra,
Em pequenos filetes, filtrados do solo.
Às vezes só gotejam,
Unindo-se com outras nascentes puras.
Caminham em uma só direção
Para uma gruta profunda,
Batendo de pedra em pedra,
Caindo serra abaixo.
Em belas cascatas se transformam
Evaporando-se aos poucos,
Com o calor do sol ardente
Em gotículas minúsculas
Formando chuvas finas,
Alimentando suas nascentes,
Permanecendo sempre viva
Em pleno mês de verão.
Por um caminho cheio de obstáculos
Arrebatando, saltando, desviando,
Contorcendo-se em suas sinuosas curvas
Levando consigo
Retalhos de suas margens
Assoreando seu leito
Enriquecendo com areia fina,
Retirada das rochas duras,
Esculpindo nelas belas figuras irreais.
Impondo-se com perfeição
Sua real beleza.
Molhando a maior riqueza
Nesse pedaço de chão.
E no chuá, chuá de minhas águas.
Sigo em sua direção
Banhando, refrescando e saciando sua sede.
Mesmo assim me desprezam,
Não zelam por mim,
Não me dão nenhum valor.
Um dia posso chegar ao fim.
Dalmo /Alex 28/10/2007









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